AS APARIÇÕES DE JACAREÍ-SP-BRASIL SAIBA MAIS! @Marcostaddeu Informe-se pelo TEL: (0XX12) 9 9701-2427 e-mail: santuariodejacarei@gmail.com BLOG OFICIAL

domingo, 30 de abril de 2017

JACAREÍ, 23 DE ABRIL DE 2017 - MENSAGEM DE JESUS MISERICORDIOSO E NOSSA SENHORA MÃE DA MISERICÓRDIA AO VIDENTE MARCOS TADEU TEIXEIRA


JACAREÍ, 23 DE ABRIL DE 2017
 
FESTA DA DIVINA MISERICÓRDIA
Resultado de imagem para jesus misericordioso

MENSAGEM DE JESUS MISERICORDIOSO E NOSSA SENHORA MÃE DA MISERICÓRDIA


AO VIDENTE MARCOS TADEU TEIXEIRA NAS APARIÇÕES DE JACAREÍ


(Sagrado Coração): “Meus filhos, hoje, na Festa da Minha Misericórdia Divina, Eu venho novamente para dizer-vos: Sou o Deus Misericordioso. Sou o Salvador Misericordioso de toda a humanidade e toda a alma que recorrer a Mim apelando para a Minha Misericórdia vai recebê-la.
Perdoo até os piores pecadores, só não posso perdoar aqueles que se obstinam em seus pecados e insistem em permanecer na loucura de suas culpas até o fim da vida.
A todo aquele que recorrer a Mim apelando para a Minha Misericórdia por meio da Minha Mãe Santíssima, esse há de receber Minha Misericórdia.
Perdoo a todo o coração arrependido e jamais negarei Minha Graça a quem recorrer com confiança à Minha Misericórdia.
Aqui que é o Trono da Minha Misericórdia e onde verdadeiramente as Mensagens que dei à Minha filha Faustina são verdadeiramente conhecidas, meditadas e divulgadas, derramo um oceano sem fim de Misericórdia a toda a alma que recorre a Mim apelando a Minha Misericórdia.
Toda a alma que vier a Mim aqui precisando de Minha Misericórdia vai alcança-la. E a alma que colaborar com a Minha Misericórdia, esta alma será querida e amada por Mim como a flor mais bela e perfumada que Eu mesmo recolherei para a Minha alegria e louvor pelos séculos dos séculos.

A todos Eu abençoo com Amor de Plock, de Cracóvia, de Varsovia e de Jacareí.”




(Maria Santíssima): “Meus filhos, hoje, na Festa da Divina Misericórdia venho como Mãe da Misericórdia para dizer a vocês: Sou a Mãe da Misericórdia que a nenhum pecador rejeita. Sou a Mãe da Misericórdia que a nenhum pecador nega a misericórdia, o perdão e a salvação.
Sou a Mãe da Misericórdia, que a tudo faz para a salvação de todos os seus filhos. Só não posso ajudar o pecador que recusa a Minha ajuda e que recusa o Meu Amor, que rejeita o Meu Amor. Do contrário, mesmo o pior pecador se aceitar o Meu Amor, se quiser a Minha ajuda há de ser salvo por Mim.
Sou a Mãe da Misericórdia, que ama os filhos dóceis e obedientes, mas que aborrece os rebeldes e desobedientes, aos soberbos que em seu coração se recusam a obedecer a Minha voz, para esses é impossível a Misericórdia.
Por isso peço Meus filhos, renunciem toda a soberba para que possam finalmente ter a santa humildade que os tornam dignos de serem ajudados pela Misericórdia do Senhor, pela Minha Misericórdia Materna.
A todo aquele que vier aqui que é o Meu Trono de Misericórdia, para Me pedir a Misericórdia vai alcança-la.
Continuem rezando o Meu Rosário todos os dias, dilatem seus corações para a Minha Chama de Amor fazendo a leitura e a meditação espiritual diária. Que enriquece as almas de vocês com santos pensamentos e abre a inteligência para conhecer a glória de Deus, Seu amor, Sua vontade.
Continuem divulgando as Minhas Aparições em Fátima, para que mais e mais filhos Meus conheçam as Mensagens que dei aos Meus Pastorinhos para que o mundo seja salvo.
A Minha Mensagem de Fátima é para toda a humanidade, é a salvação do mundo que está em jogo: ou a salvação, ou a perdição eterna das almas.
Por isso, divulguem a Minha Mensagem de Fátima, façam com que todos obedeçam a Minha Mensagem de Fátima e então, Deus mandará a Paz ao mundo.
Aqui, onde vou terminar aquilo que comecei em Fátima, vocês devem agora verdadeiramente viver esta Mensagem. E dizer, dar o ‘sim’ a tudo o quanto então Eu pedi para que o Meu Plano de Amor se realizem e então, muitas almas sejam salvas para a glória do Senhor.

A todos Eu abençoo com amor de Fátima, de Caravaggio e de Jacareí.”

MENSAGEM DE NOSSA SENHORA E SÃO LUIS MARIA GRIGNION DE MONTFORT AO VIDENTE MARCOS TADEU 09.10.2011

ÁUDIO MENSAGEM DE NOSSA SENHORA COMUNICADA AO VIDENTE MARCOS TADEU TEIXEIRA EM 21.08.2013

Santas Perpetua e Felicidade Película completa en Español

30 de abril - Dia de São José Benedito Cotolengo


São José Benedito Cotolengo

1786 - 1842

Fundou as Pequenas casas
da Divina Providência

José Benedito Cotolengo nasceu em Brá, na província de Cuneo, no norte da Itália, no dia 3 de maio de 1786. Foi o mais velho dos doze filhos de uma família cristã muito piedosa. Ele tinha apenas cinco anos quando sua mãe o viu medindo os quartos da casa com uma vara, para saber quantos doentes pobres caberiam neles. Dizia que, quando crescesse, queria encher sua casa com esses necessitados, fazendo dela "seu hospital". O episódio foi um gesto profético. Na cidade de Brá, ainda se conserva tal casa. 

Com dezessete anos, ingressou no seminário e, aos vinte e cinco, se ordenou sacerdote na diocese de Turim. Seu ministério foi marcado por uma profunda compaixão pelos mais desprotegidos, esperando sempre a hora oportuna para concretizar os ideais de sua vocação. 

Em 1837, padre José Benedito foi chamado para ministrar os sacramentos a uma mulher grávida, vítima de doença fatal. Ela estava morrendo e, mesmo assim, os hospitais não a internaram, alegando que não havia leitos disponíveis para os pobres. Ele nada pôde fazer. Entretanto, depois de ela ter morrido e ele ter confortado os familiares, o padre se retirou para rezar. Ao terminar as orações, mandou tocar os sinos e avisou a todos os fiéis que era chegada a hora de "ajudar a Providência Divina". 

Alugou uma casa e conseguiu colocar nela leitos e remédios, onde passou a abrigar os doentes marginalizados, trabalhando, ele mesmo, como enfermeiro e buscando recursos para mantê-la, mas sem abandonar as funções de pároco. Era tão dedicado aos seus fiéis a ponto de rezar uma missa às três horas da madrugada para que os camponeses pudessem ir para seus campos de trabalho com a Palavra do Senhor cravada em seus corações. 

Os políticos da cidade, incomodados com sua atuação, conseguiram fechar a casa. Mas ele não desistiu. Fundou a Congregação religiosa da Pequena Casa da Divina Providência e as Damas da Caridade ou Cotolenguinas, com a finalidade de servir os pequeninos, os deficientes e os doentes. Os fundos deveriam vir apenas das doações e da ajuda das pessoas simples. Padre José Benedito Cotolengo tinha como lema "caridade e confiança": 

fazer todo o bem possível e confiar sempre em Deus. Comprou uma hospedaria abandonada na periferia da cidade e reabriu-a com o nome de "Pequena Casa da Divina Providência". 

Diante do Santíssimo Sacramento, padre José Benedito e todos os leigos e religiosos, que se uniram a ele nessa experiência de Deus, buscavam forças para bem servir os doentes desamparados, pois, como ele mesmo dizia: "Se soubesses quem são os pobres, vós os servirias de joelhos!". Morreu de fadiga, no dia 30 de abril de 1842, com cinqüenta e seis anos. 

1. San Giuseppe Cottolengo

A primeira casa passou a receber todos os tipos de renegados: portadores de doenças contagiosas, físicas e psíquicas, em estado terminal ou não. Ainda hoje abriga quase vinte mil pessoas, servidas por cerca de oitocentas irmãs religiosas e voluntárias. A congregação pode ser encontrada nos cinco continentes, e continua como a primeira: sem receber ajuda do Estado ou de qualquer outra instituição. 



O padre José Benedito Cotolengo foi canonizado por Pio XI em 1934, e sua festa litúrgica ocorre no dia 30 de abril.

OUÇA ESSA NOVA RÁDIO, VOCÊ VAI AMAR!
http://radiomensageiradapazjacarei.blogspot.com.br/

30 de Abril - São Pio V

Pontificado: 1565 a 1572

Antonio nasceu na cidade de Bosco (hoje Bosco Marengo, Província de Alessandria), no Ducado de Milão, em 17 de janeiro de 1504, de uma nobre família. Aos quatorze anos de idade, entrou para a Ordem dos Pregadores (Dominicanos), emVoghera, na qual tomou o nome de Michele1(Miguel). De Voghera passou a Vigevano (em 1519, onde professou os votos solenes), e desta para Bolonha (onde completou os estudos na Universidade de Bolonha). Nos anos de preparação para o sacerdócio, junto com uma sólida formação teológica, facilitada por uma vívida inteligência, manifestou aquela austeridade de vida que lhe mereceria no futuro tanta estima. Em 1528, foi ordenado presbítero em Gênova e, de lá, foi mandado para Pavia, onde ficaria por dezesseis anos. Depois foi para Parma, onde escreveu trinta teses em defesa da Cátedra de Pedro e contra as heresias de seu tempo. Como reitor de vários conventos dominicanos, caracterizou-se pela rígida disciplina e, a seu expresso pedido, recebeu a nomeação a inquisidor na cidade de Como.

Voltando a Roma, no ano de 1550, ainda como inquisidor, foi eleito comissário geral da Inquisição Romana. Sob Paulo IV, tornou-se (1556) Bispo de Sutri e Nepi2. No consistório de 15 de março de 1557, foi criado Cardeal padre, com o título de Santa Maria Sopra Minerva. Por fim, foi nomeado Inquisidor-mor em 1558. Muitas cidades e regiões inteiras lhe devem por terem ficado livres da peste de heresia. Em 1560, tornou-se Bispo de Mondovì, no Piemonte.

Com a morte de Pio IV, foi inesperadamente eleito o 225º Papa da Igreja Católica, no conclave ocorrido de 20 de dezembro de 1565 a 7 de Janeiro de 1566. Foi coroado dez dias depois, em seu aniversário de 62 anos. Seu pontificado durou seis anos e três meses. A sua eleição fez tremer a Cúria Romana: nada de comemorações e baquetes suntuosos para solenizar o evento, pois Pio V tinha um caráter rígido e intransigente. Continuo a usar o hábito dominicano, de cor branca, costume papal que perdura até os dias de hoje.

Como Papa, desenvolveu Pio V uma atividade admirável, para o bem da Igreja de Deus sobre a terra. Aplicou energicamente as decisões do Concílio de Trento (1545-1563), restabelecendo a moral e a ascese espiritual, e combateu fortemente a Reforma Protestante. Foi um pontificado dos mais abençoados. Exemplaríssimo na vida particular, ardente de zelo pela glória de Deus e a salvação das almas, possuía Pio V as qualidades necessárias de um grande reformador. É impossível resumir em poucas linhas o que este grande Papa fez pela defesa da verdadeira fé, pela exterminação das heresias e pela reforma dos bons costumes na Igreja toda.

Mostrou-se incansável em restabelecer a disciplina eclesiástica, em defender os direitos da Santa Sé, em remover escândalos, erros e heresias, e, em particular a causa dos oprimidos e necessitados. Não há virtude que este grande Papa não tenha exercitado. Todos os dias, celebrava a Santa Missa, com o maior recolhimento.

Cumpridor consciencioso do dever, não se fiava na palavra de outros, quando se tratava do governo de Igreja ou da disciplina. Ele mesmo, em pessoa, se informava, queria ver, ouvir para depois formar opinião própria e resolver os casos em questão.

Usava de máximo rigor contra a imoralidade pública. Fez leis severas contra o jogo e proibiu as touradas (bula De salutis gregis dominici) como contrárias à piedade cristã. Puniu a mendicância, proibiu o carnaval, expulsando de Roma as prostitutas - que ele determinou que devessem ser enterradas não no cemitério, mas no esterquilínio. Condenou os devassos e os profanadores dos dias santos. Para os blasfemadores estavam previstas penas pecuniárias e corporais. Defendeu estrenuamente o vínculo matrimonial, infligindo penas severas aos adúlteros.

Durante a carestia de 1566 (quando se distinguiu particularmente a associação dos Fatebenefratelli, que ele mesmo elevou a Ordem religiosa em 1572) e as epidemias que lhe seguiram, Pio V fez distribuir consideráveis quantias de dinheiro aos necessitados e organizou os serviços sanitários. Para conseguir o dinheiro necessário suprimiu toda despesa supérflua e levou o esquecimento de si próprio ao ponto de mandar adaptar a seu tamanho as vestes de seus predecessores.

Em 1566, atendendo à decisão do Concílio de Trento, publicou o Catecismo Romano “ad parochos”, obra importantíssima da doutrina católica, compilada pelo Cardeal Carlos Borromeu e redigida em bom latim por Aldo Manuzio. Deve-lhe a Igreja também a organização oficial e definitiva do Breviário (1568) e do Missal Romanos (1570), através da bula Quo Primum Tempore, com a qual instituiu a Missa tridentina. A bula teve por finalidade unificar a Reapresentação do Sacrifício da Cruz e impedir abusos e deturpações no culto sagrado. Em 1571, para reforçar os instrumentos da Reforma Católica, crio a Congregação do Índice, para o exame dos livros contrários à Fé Católica, fortaleceu a Inquisição Romana – deu-lhe novo impulso, condenando a morte, por heresia, Pietro Carnesecchi3, e Aonio Paleario4 – e reorganizou a Penitenciária Apostólica.

Em Roma, mandou que Daniele da Volterra, discípulo de Michelangelo, recobrisse com roupas a nudez pintada no teto da Capela Sistina. Reduziu substancialmente os gastos da Sé de Roma e ordenou o ensino da Teologia tomista nas universidades. Ordenou a residência compulsória para os clérigos e regulou os hospícios (instituição católica) e defendeu a importância dos cerimoniais.

Intransigente também foi a sua política externa, fundada essencialmente na defesa do Catolicismo contra a heresia. Por isso, enviou à Alemanha o Legado Gian Francesco Commendone, para impedir que o Imperador Maximiliano II se subtraísse à jurisdição da Santa Sé; enviou milícias próprias à Francia para combater os Ugonotes, tolerador por Caterina de’ Medici em prejuízo da religião católica; exortou Filipe II, rei da Espanha, a reprimir o fanatismo dosanabatistas nos Países Baixos; encarregou São Pedro Canisio de confutar as Centúrias de Magdeburg: primeira história tendenciosa sobre a Igreja Católica escrita pelos protestantes. Para preservar os legítimos direitos de Maria Stuart de Escócia, excomungou5 e determinou a destronização da herética Isabel da Inglaterra - filha ilegítima de Henrique VIII e de sua amante Ana Bolena - a qual causou muitos sofrimentos e perseguições aos católicos ingleses. A Companhia de Jesus, cuja fundação é sua contemporânea, achou em Pio V um grande protetor.

Em 1566, promoveu a construção do convento dominicano de Santa Croce e Ognissanti, em sua cidade natal, que, em suas intenções, poderia constituir o centro de uma cidade de nova fundação, e também a sua sepultura.

Em 1567, fundou em Pavia uma instituição de caridade para estudantes merecedores, o Collegio Ghislieri, que até hoje acolhe, através de um concurso público, alguns entre os melhores estudantes da Universidade de Pavia.

Em abril de 1577, declarou Santo Tomás de Aquino Doutor da Igreja. Em 1568 concedeu o mesmo título a quatro padres da Igreja de Oriente: Santo Atanásio, São Basílio Magno, São João Crisóstomo e São Gregório Nazianzeno. Em 1570, havia mandado publicar uma edição completa das obras do Santo.

Favoreceu a música nomeando Giovanni Pierluigi da Palestrin, como Maestro da capela pontifícia. Favoreceu também as missões enviando religiosos às “Índias orientais e ocidentais”.

Entre as Bulas papais, a In coena Domini6 (1568) tem um papel fundamental, pois reafirma a legitimidade e supremacia da Igreja Católica e da Cabeça Visível do Corpo Místico, o Santo Padre. Entre as demais, aquelas que mais contribuem para definir a linha de conduta de seu pontificado – inspirado na férrea e intransigente defesa da Igreja Católica contra todos os inimigos – estão: a proibição de mendigar (fevereiro de 1567 e janeiro de 1570); a condenação de Michele Baio7 (1º de outubro de 1567); a denúncia do dirum nefas "o execrável vício libidinoso" (agosto de 1568); a confirmação dos privilégios à Sociedade dos Cruzados para a proteção da Inquisição (outubro de 1570); a proibição de discussão sobre o milagre da Imaculada Conceição (novembro de 1570); a supressão dosFratres Humiliati8, acusados de depravação9 (7 fevereiro de 1571); a aprovação do novo ofício da Virgem Maria (março de 1571).


Através da bula Hebraeorum gens (26 de fevereiro de 1569), fechou guetos hebraicos no Estado Pontifício (menos em Roma e em Ancona) e nos domínios eclesiásticos transalpinos (menos em Avinhão), para subtrair os Cristãos da usura dos hebreus. Para este fim, também favoreceu os Montepios.

Em sua época, os turcos ameaçavam não só a Igreja, como à Europa toda, pois o soberano deles jurara exterminar a religião cristã. Pio V envidou todos os esforços, fez valer toda sua influência junto aos príncipes Cristãos para conjurar essa desgraça iminente, criando a Santa Liga10. Para obter de Deus que abençoasse as armas cristãs, ordenou que se fizessem, em toda a parte da Cristandade, preces públicas, particularmente o terço, procissões, penitência. Paralelamente, em 1570, os otomanos, de notável poderio militar, apoderaram-se do Santo Sepulcro, em Jerusalém, e não permitiam a visita dos Cristãos. O próprio Papa tomou parte nesses exercícios extraordinários, impostos pela extrema necessidade. Organizou uma Cruzada, cujo comando entregou a Dom João da Áustria, que era irmão de Carlos V, Imperador do Sacro Império Romano. Na batalha naval no Golfo de Lepanto(1571), a armada turca, com poderio militar que ultrapassava o dobro dos navios dos cruzados, avançou ferozmente para vencer os Cristãos. Os chefes cruzados, então, ajoelharam-se e suplicaram a intercessão de Nossa Senhora, e foram inspirados pelo Espírito Santo a rezar o Terço como única forma de enfrentar e vencer o inimigo, e assim o fizeram. O êxito foi glorioso. A vitória dos Cristãos em Lepanto foi completa. As festas de Nossa Senhora da Vitória e do SS. Rosário perpetuam até hoje a memória daquele célebre fato. No momento em que a batalha se decidia a favor dos Cristãos, teve o Papa, por revelação divina, conhecimento da vitória e imediatamente convidou as pessoas presentes a dar graças a Deus. Era seu plano organizar uma nova campanha contra os turcos, mas uma doença dolorosa não lhe permitiu executá-la.


A doença era o prenúncio da morte, para a qual Pio se preparou com o maior cuidado. Quando as dores (causadas por cálculos renais) chegavam ao auge, exclamava o doente: “Senhor, aumentai a dor e dai-me paciência!”. Mandou que lessem para ele trechos da Sagrada Paixão e Morte de Nosso Senhor, e continuamente se confortava com a citação de versos bíblicos e jaculatórias, até que a morte lhe pôs termo à vida, tão rica em trabalhos, sofrimentos e glórias. Antes, porém, havia instituído, como agradecimento pela vitória em Lepanto, a festa de Nossa Senhora das Vitórias11.


Tinha uma terníssima devoção a Jesus Crucificado e costumava fazer suas orações diante de uma imagem cujos pés beijava inúmeras vezes. Certa vez que se ia beijá-los, conforme o costume, a imagem retirou-se, salvando-o de morte certa, pois uma pessoa má tinha cobertos os pés de um pó levíssimo e venenoso.

Numa quinta-feira Santa, quando realizava a cerimônia do “Mandatum”, entre os doze pobres havia um cujos pés apresentavam uma úlcera asquerosa. Pio, reprimindo uma natural repugnância, beijou a ferida com muita ternura. Um fidalgo inglês, que viu este ato, ficou tão comovido, que, no mesmo instante, se converteu à Fé Católica.

São Pio era tão amigo da oração que os muçulmanos afirmaram ter mais medo da oração do Papa do que dos exércitos de todos os príncipes unidos. À oração unia rigor contra si mesmo: a vida era-lhe de penitência contínua; comia carne apenas três vezes por semana, ainda assim em quantidade diminutíssima.

Mostrava grande amor aos pobres e doentes. Entre os pobres, gozavam de preferência os neófitos, pouco se lembrando de seus parentes, pois era uma ferrenho opositor do nepotismo12. Quando, em certa ocasião, alguém lhe lembrou de ajudar mais a seus parentes, Pio respondeu: “Deus fez-me Papa para cuidar da Igreja e não de meus parentes”13.

Seguindo o exemplo do divino Mestre, perdoava de boa vontade aos inimigos e ofensores. Nunca se lhe ouviu da boca uma palavra áspera.

Pio empregava bem o tempo. Era amigo do trabalho e todo o tempo que sobrava da oração, pertencia às ocupações do alto cargo. Alguém lhe aconselhara que poupasse mais a saúde e descansasse mais. Pio respondeu-lhe: “Deus deu-me este cargo, não para que vivesse segundo a minha comodidade, mas para que trabalhasse para o bem dos meus súditos. Quem é governador da Igreja, deve atender mais às exigências da consciência que às do corpo”.

Pio V morreu na noite de 1º de maio de 1572, com 68 anos de idade, depois de dizer aos cardeais que o rodeavam em seu leito de morte: “Vos recomendo a Santa Igreja que tanto amei! Procurai de eleger um sucessor zeloso, que busque apenas a glória do Senhor, que não tenha outros interesses aqui na terra que a honra da Sé Apostólica e o bem da Cristandade”. 


Beatificado a 27 de Abril de 1672, foi proclamado santo a 22 de Maio de 1712, pelo Papa Clemente XI. Seus restos descansam na Igreja de Santa Maria Maggiore. A sua festa litúrgica é hoje.



OUÇA ESSA NOVA RÁDIO, VOCÊ VAI AMAR!
http://radiomensageiradapazjacarei.blogspot.com.br/

sábado, 29 de abril de 2017

29 de Abril - Santa Catarina de Sena

1347-1380

JACAREÍ, 13 DE NOVEMBRO DE 2011
MENSAGEM DE SÃO JOSÉ E SANTA CATARINA DE SENA
COMUNICADAS AO VIDENTE MARCOS TADEU TEIXEIRA
(NOSSA SENHORA APARECEU, MAS NÃO DEU MENSAGEM)
BENÇÃO SOLENE DAS MEDALHAS DO AMANTÍSSIMO CORAÇÃO DE SÃO JOSÉ

VÍDEO DESTA APARIÇÃO:

MENSAGEM DE SANTA CATARINA DE SENA

“-Amados irmãos Meus! Eu CATARINA serva do Senhor, serva da Mãe de Deus venho mais uma vez abençoar-vos com todo Meu amor e todo Meu coração.

Vós Me conheceis por CATARINA DE SENA e Eu sou aquela que vem hoje dizer a cada um de vós:

DAI OS VOSSOS CORAÇÕES AO AMOR, PARA QUE O AMOR DÊ O SEU CORAÇÃO A VÓS.

Dai o vosso coração ao Amor que é o próprio Jesus, que é o Senhor Deus, para que Ele possa dar o Seu coração divino para vós, cumulando-vos sempre mais de graças, de bênçãos de forma que a vossa vida se transforme num grande e místico roseiral de amor, onde florescem as rosas de todas as virtudes, de todos os bons frutos de santidade. Para que assim o amor se alegre em vós, se alegre convosco, se rejubile e se congratule com a vossa alma.

Dai os vossos corações ao Amor, a Jesus, fazendo da vossa vida um perfeito hino de amor a Ele, vivendo todos os dias como Jesus viveu, amando como Ele amou e, sobretudo, cumprindo a vontade do Eterno Pai como Nosso Senhor cumpriu. Para que assim a vossa vida esteja cada vez mais escondida em Cristo e conformada a Cristo, seja uma cópia da Dele e então a verdade, o amor de Deus possa triunfar neste mundo de trevas e de pecado e o bem suplante o mal e assim a Santíssima Trindade tenha o Seu maior Triunfo.

Daí os vossos corações ao amor, a Jesus, fazendo da vossa vida um hino vibrante de amor, escondendo a vossa vida em Cristo, ou seja, renunciando cada vez mais ao mundo, às suas modas, aos seus ditames e às suas pompas e conformando sempre mais a vossa vida ao modo de proceder de Cristo e de Sua Mãe Santíssima. De modo que a vossa conversação esteja no Céu com os Santos e não com as criaturas, que o vosso coração esteja no Céu com o Senhor e não com as coisas deste mundo que são passageiras, e que o vosso amor seja todo de Cristo e não deste mundo que passa e do demônio que por trás das coisas deste mundo, das ilusões passageiras, dos prazeres deste mundo deseja vos enganar, deseja vos levar à perdição, a perderdes o amor de Jesus, o amor de Deus, a salvação.

Daí os vossos corações ao Amor, a Jesus, vivendo uma vida de profunda oração, de autêntica prática de todas as virtudes, do cumprimento da vontade de Deus a vosso respeito, cada um na vocação a qual o Senhor o chamou para que assim a vossa vida possa se transformar num testemunho luminoso da presença de Deus, do Seu amor, da Sua Graça, da Sua Lei, da verdade no meio deste mundo que nega a verdade do Senhor para substituí-la pelas trevas da mentira, do pecado e do mal. Assim, verdadeiramente as vossas vidas serão como a minha vida foi, um hino de amor eterno, perene que nunca cessa de proclamar as glórias e as maravilhas do Senhor.

Segui pelo caminho da oração, segui pelo caminho da penitência, segui pelo caminho das Mensagens que a Mãe de Deus vos deu aqui, pois este caminho é certo e seguro e vos conduzirá até o Céu, Eu Catarina estarei ao vosso lado todos os dias para vos ajudar, para vos amparar, para vos cobrir com o Meu Manto de modo a impedir que Satanás vos fira, que Satanás vos vença e para levar-vos em segurança pelo caminho da santidade que a Mãe de Deus abriu para vós aqui e ao qual vos chamou.

Eu CATARINA DE SENA, prometo a Minha especial proteção também a todos os que usarem a SANTA MEDALHA DA PAZ, a MEDALHA DA SENHORA DAS LÁGRIMAS e a MEDALHA DO CORAÇÃO DE SÃO JOSÉ, com todas as outras MEDALHAS que a Mãe de Deus vos deu em Suas APARIÇÕES. Essas Medalhas atraem os Santos do Céu para a alma que as usa, faz-nos derramar sobre a alma que as usa, grandes e copiosas bênçãos de Deus todos os dias. A alma que usa estas Medalhas pode estar certa da Nossa eterna companhia, presença e ajuda em todos os momentos da sua vida, quem usa esta Medalha tem para conosco os Santos, uma ligação toda especial e a esta alma nada negaremos do que nos pedir em Suas orações desde que não seja contrário à vontade de Deus. Às almas que usam as Medalhas da Mãe de Deus, que rezam o Rosário e as Orações que aqui Ela vos deu, que obedecem fielmente Suas Mensagens, Nós os Santos damos a Nossa proteção constante em todos os momentos da vida. E estas almas são nossas irmãs, nós as guardamos, nós as acompanhamos e nunca as deixamos sozinhas. Por isso Meus amados irmãos, usai com toda confiança estas MEDALHAS que a Mãe de Deus vos deu, os ESCAPULÁRIOS, e segui fiéis no caminho das MENSAGENS que Ela aqui vos deu e ao qual vos convidou até chegardes à plenitude da santidade no Céu.

A todos neste momento, Eu também abençôo com generosidade e amor.”

***
MARCOS TADEU: (trechos do Comentário) São José veio com a surpresa de vir com Nossa Senhora e com Santa Catarina de Sena. Hoje Nossa Senhora não deu Mensagem, perguntei a Ela se daria a Mensagem Ela disse que não, que o único pedido que Ela tinha para nos fazer é o seguinte, que a CRUZADA DO ROSÁRIO, que é só nos domingos seja estendida por todos os dias da semana.

O que não quer dizer que você vai ter que rezar todos os dias da semana no mesmo horário pode rezar um dia na semana, o Rosário Meditado na intenção da Cruzada do Rosário no horário escolhido por você, então quem quiser fazer no domingo pode e quem quiser fazer mais de um dia na semana poderá também.

********************************************

29 de abril
Santa Catarina de Sena

Catarina era apenas uma irmã leiga da Ordem Terceira Dominicana. Mesmo analfabeta, talvez tenha sido a figura feminina mais impressionante do cristianismo do segundo milênio. Nasceu em 25 de março de 1347, em Sena, na Itália. Seus pais eram muito pobres e ela era uma dos vinte e cinco filhos do casal. Fica fácil imaginar a infância conturbada que Catarina teve. Além de não poder estudar, cresceu franzina, fraca e viveu sempre doente. Mas, mesmo que não fosse assim tão debilitada, certamente a sua missão apostólica a teria fragilizado. Carregava no corpo os estigmas da Paixão de Cristo. 

Desejando seguir o caminho da perfeição, aos sete anos de idade consagrou sua virgindade a Deus. Tinha visões durante as orações contemplativas e fazia rigorosas penitências, mesmo contra a oposição familiar. Aos quinze anos, Catarina ingressou na Ordem Terceira de São Domingos. Durante as orações contemplativas, envolvia-se em êxtase, de tal forma que só esse fato possibilitou que convertesse centenas de almas durante a juventude. Já adulta e atuante, começou por ditar cartas ao povo, orientando suas atitudes, convocando para a caridade, o entendimento e a paz. Foi então que enfrentou a primeira dificuldade que muitos achariam impossível de ser vencida: o cisma católico. 



Dois papas disputavam o trono de Pedro, dividindo a Igreja e fazendo sofrer a população católica em todo o mundo. Ela viajou por toda a Itália e outros países, ditou cartas a reis, príncipes e governantes católicos, cardeais e bispos, e conseguiu que o papa legítimo, Urbano VI, retomasse sua posição e voltasse para Roma. Fazia setenta anos que o papado estava em Avignon e não em Roma, e a Cúria sofria influências francesas. 

Outra dificuldade, intransponível para muitos, que enfrentou serenamente e com firmeza, foi a peste, que matou pelo menos um terço da população européia. Ela tanto lutou pelos doentes, tantos curou com as próprias mãos e orações, que converteu mais algumas centenas de pagãos. Suas atitudes não deixaram de causar perplexidade em seus contemporâneos. Estava à frente, muitos séculos, dos padrões de sua época, quando a participação da mulher na Igreja era quase nula ou inexistente. 

Em meio a tudo isso, deixou obras literárias ditadas e editadas de alto valor histórico, místico e religioso, como o livro "Diálogo sobre a Divina Providência", lido, estudado e respeitado até hoje. Catarina de Sena morreu no dia 29 de abril de 1380, após sofrer um derrame aos trinta e três anos de idade. Sua cabeça está em Sena, onde se mantém sua casa, e seu corpo está em Roma, na Igreja de Santa Maria Sopra Minerva. Foi declarada "doutora da Igreja" pelo papa Paulo VI em 1970.

DESENHO ANIMADO - SANTA CATARINA DE SENA E A PAIXÃO 

*************************************
RELICÁRIO COM A CABEÇA MUMIFICADA DE SANTA CATARINA DE SENA

“Três atitudes fundamentais” – Sta. Catarina de Sena.

Trechos d'O Diálogo para meditação; que a heróica Catarina penitente, Catarina Virgem, Catarina Mística, Catarina Doutora da Igreja, seja em nosso favor. Santa Catarina, rogai por nós!] 

24.5 – Três atitudes fundamentais 

Desejo de ti três atitudes, a fim de não impedires o aperfeiçoamento a que te chamo e para que o demônio, sob a aparência de virtude, não instile em teu coração a semente da presunção, que poderia levar-te àqueles falsos julgamentos, que te desaconselhei (24.3). Pensando estar na verdade, errarias. Às vezes, o demônio até faz conhecer exatamente a realidade, mas para conduzir depois ao erro. A intenção do maligno é transformar-te em juiz dos pensamentos e intenções dos outros. Mas o julgamento, como disse (24.3), só a mim pertence. 

24.5.1 – Não corrigir o próximo 

A primeira coisa que te peço, é que retenhas tua opinião e não julgues os outros imprudentemente. Eis como deves agir: Se eu não te manifestar expressamente, não digo uma ou duas vezes, mas diversas vezes, o defeito de uma pessoa, jamais deves fazer referências sobre tal coisa diretamente à pessoa, que julgas possui-lo. Quanto aos que te visitam, corrigirás os defeitos genericamente, mediante conselhos sobre as virtudes, e isso com amor e bondade. Em caso de necessidade, usarás de firmeza, mas com mansidão. No caso de que eu te revele por diversas vezes os defeitos alheios, mas não tiveres certeza de que é uma revelação expressa, não fales diretamente sobre o caso. A fim de evitar a ilusão do demônio, segue o caminho mais seguro. O diabo pode enganar-te sob aparência de caridade, fazendo-te condenar os outros em assuntos não verdadeiros, com escândalo mesmo. Nesses casos, esteja na tua boca o silêncio. 

Ao perceberes defeitos nos outros, reconhece-os primeiro em ti com muita humildade. No caso de existir realmente o pecado em alguém, mais facilmente ele corrigir-se-á se for compreendido bondosamente. A correção que não ofende, obrigá-lo-á a emendar-se. Aquela pessoa confirmará quanto querias dizer e tu mesma te sentirás mais segura, impedindo a intervenção do demônio, o qual não conseguirá enganar-te, prejudicando teu aperfeiçoamento. Convence-te de que não deves acreditar em opiniões. Ao escutá-las, atira-as para trás, nas costas; não as leves em consideração. Procura ir examinando apenas tua própria pessoa e minha bondade, tão generosa. Esta é a atitude de quem alcançou o último grau da perfeição e que, como já disse (20.2), sempre retorna ao vale do autoconhecimento. Atitude que, no entanto, não lhe impede o elevado estado de união comigo. 

Esta é a primeira coisa que deves praticar, a fim de me servires na verdade. 

24.5.2 – Não julgar o interior do homem 

Passo a falar da segunda atitude. 

Quando estiveres orando diante de mim por alguém e acontecer de perceberes a luz da graça numa pessoa e em outra não, parecendo-te que esta última está envolta em trevas, não deves concluir que a segunda se acha em pecado mortal. Teu julgamento seria muitas vezes errado. 

Outras vezes, ao pedires por uma mesma pessoa, de uma feita a verás luminosa e tua alma sentir-se-á fortalecida naquele amor de caridade pelo qual o homem participa do bem do outro; numa outra vez, o espírito daquela pessoa parecerá distante de mim, como que em trevas e pecado, fato que tornará penosa tua oração em seu favor, ao quereres conservá-la diante de mim. 

Este último fato pode acontecer, às vezes, devido à presença de pecados naquele por quem oras; mas na maioria dos casos será por outras razões. Fui eu, Deus eterno, que me afastei da pessoa. Conforme expliquei ao tratar dos estados da alma (18.1.2), retiro-me das almas a fim de que elas progridam no meu amor. Embora a alma continue em estado de graça, ausento-me quanto às consolações e deixo o espírito na aridez, tristonho e vazio. Quando alguém ora por tal pessoa, costumo transmitir-lhe esses mesmos sentimentos. Quero que ambos, unidos, se entreajudem no afastamento da nuvem que pesa sobre aquela alma. 

Como vês, filha querida, seria iníquo e digno de repreensão, se alguém julgasse que a alma está em pecado mortal somente porque a fiz ver envolta em dificuldades, privada de consolações espirituais que possuía antes. Tu e meus servidores deveis esforçar-vos por conhecer-vos melhor, bem como, por conhecer-me. Quanto a julgamentos semelhantes, deixai-os para mim. A mim, o que me pertence; vós, sede compassivos e desejosos de minha glória e da salvação dos outros homens. Manifestai as virtudes e repreendei os vícios, tanto em vós como nos outros, segundo a maneira como indiquei acima (24.5.1). Desse modo chegareis até mim, após entender e viver a mensagem do meu Filho, a qual consiste na preocupação consigo mesmo, não com os demais. É assim que deveis agir, se pretendeis praticar a virtude desinteressadamente e perseverar na última e perfeitíssima iluminação (24.3), repleta de desejo santo, isto é, de zelo pela minha glória e pela salvação do próximo. 

24.5.3 – Respeitar a espiritualidade alheia 

Após discorrer sobre as duas primeiras atitudes, ocupo-me da terceira. Quero que prestes muita atenção, a fim de que o demônio e tua fraca inteligência não te façam obrigar outras pessoas a viver como tu vives. Tal ensinamento seria contrário à mensagem do meu Filho. 

Ao ver que a maioria das almas segue pela estrada da mortificação, alguém poderia querer orientar todos os outros a seguirem pelo mesmo caminho. Ao notar que uma pessoa não concorda, aquele conselheiro se entristece, fica intimamente contrariado, convencido de que o fulano age mal. 

Grande engano! Na realidade está mais certo quem pareceria andar errado, fazendo menos penitência. Pelo menos será mais virtuoso, sem grandes macerações, do que aquele que o fica a criticar. Já te disse (2.9) que devem ser humildes aqueles que se mortificam. Considerem as penitências como meros instrumentos, não como a meta. Normalmente, as murmurações prejudicam o aperfeiçoamento no amor. Quem se penitencia, não seja mau, não ponha sua santidade unicamente no macerar o corpo. O aperfeiçoamento encontra-se na eliminação da vontade própria. A atitude desejável para todos é que submetam a má vontade pessoal à minha vontade, tão amorosa. É isso o que eu desejo. É esse o ensinamento do meu Filho. Quem o seguir estará na verdade. 

Não desprezo a penitência. Ela é útil para reprimir o corpo, quando ele se opõe ao espírito. Mas, filha querida, não a deves impor como norma. Nem todos os corpos são iguais, nem todos possuem a mesma resistência física. Um é mais forte que o outro. Como afirmei (2.9), muitas vezes motivos fortuitos aconselham a interrupção de alguma mortificação iniciada. Ora, seria falsa tal afirmação, se a penitência fosse algo de essencial para ti ou para outra pessoa. Se a perfeição estivesse na mortificação, ao deixá-la, julgaríeis estar sem minha presença, cairíeis no tédio, na tristeza, na amargura e na confusão. Deixaríeis o exercício da oração, realizando ao mortificar-vos. Interrompida assim, com tantos inconvenientes, a mortificação nem seria mais agradável ao ser retomada. 

Eis o que aconteceria, se a essência da perfeição consistisse na mortificação exterior e não no amor pela virtude. Grande é o mal causado pela mentalidade, que põe na penitência o fundamento da vida espiritual. Tal mentalidade deixa a pessoa sem compreensão para com os outros, murmuradora, desanimada e cheia de angústias. Além disso, todo vosso esforço para honrar-me se basearia em ações finitas, ao passo que exijo de vós um amor infinito. É indispensavel que considereis como elemento básico de vosso aperfeiçoamento a eliminação da vontade própria; submetendo-a a mim, fareis um ato de desejo agradável, inflamado, infinito para minha honra e para a salvação dos homens. Será um ato de desejo santo, que em nada se escandaliza, que em tudo se alegra, qualquer seja a situação que eu permita para vosso proveito. 

Não se comportam desse modo os infelizes que seguem por estradas diferentes daquela, reta e suave, ensinada por meu Filho. Comportam-se de outro jeito: julgam os acontecimentos de acordo com a própria cegueira e com o errado ponto de vista; caminham como loucos sem tirar proveito dos bens terrenos nem gozar dos celestes. Como afirmei antes (14.11), já possuem a garantia do inferno. 

24.5.4 – Resumo das três atitudes anteriores 

Essa é a resposta às tuas perguntas, filha querida, sobre a maneira de corrigir o próximo sem ser enganada pelo demônio e sem conformar-te ao teu fraco modo de pensar. Disse (24.5.1) que deves corrigir o próximo genericamente, sem descer aos casos pessoais. A não ser que eu te revele expressamente a situação de pecado; mas assim mesmo, com muita humildade. 

Disse também (24.5.2), e torno a repetir, que jamais deves julgar o próximo, em geral ou em particular, pronunciando-te sobre o estado da sua alma, seja para o bem como para o mal. Expliquei o motivo: o julgamento pessoal é sempre enganador. Tu e os outros servidores meus, deixai para mim todo o julgamento. 

Enfim, expus a doutrina relativa ao fundamento verdadeiro da perfeição (24.5.3), o qual deves ensinar a quem te procurar desejoso de abandonar o pecado e praticar a virtude, o autoconhecimento e o conhecimento do meu ser. Ensinarás a tais pessoas, que destruam a vontade própria, que jamais se revoltem contra mim, que considerem a penitência como um meio, não como finalidade principal. Afirmei ainda que não deves aconselhar a mortificação em grau igual para todos, mas de acordo com a capacidade de cada um, em seu estado de vida. A uns pedirás pouco, a outros mais, segundo a capacidade corporal. 

Pelo fato de dizer-te que só deves corrigir genericamente, não pretendo afirmar que jamais hás de corrigir pessoalmente. Serás até obrigada a fazê-lo. Quando alguém se obstina em não emendar-se, podes recorrer a duas ou três pessoas (Mt 18, 16); e se isso for inútil, apresenta o caso à jerarquia da santa Igreja. Ensinei que não deves corrigir tomando como norma teu modo pessoal de ver, teu sentimento interior; baseando-te nele, não podes mudar de opinião sobre as pessoas. Sem prova evidente ou revelação expressa, não repreendas ninguém. Tal modo de agir é o mais seguro para ti, pois ele evita que o demônio te engane com aparências de amor fraterno. 

Santa Catarina de Sena, “O Diálogo” 
Cap. 28. 
Paulus, 9ª edição, São Paulo, 2005 
pp. 214-219 

********************************
O INFERNO SEGUNDO SANTA CATARINA DE SIENA

Santa Catarina de Siena 

“... Filha, tua linguagem é incapaz de descrever os sofrimentos destes infelizes..., no inferno os pecadores padecem quatro tormentos principais. Primeiro tormento é a ausência da minha visão. Um sofrimento tão grande que os condenados, se fosse possível, prefeririam sofrer o fogo vendo-me, que ficar fora dele sem me ver. 

Segundo tormento, como conseqüência, é o remorso que corrói interiormente o pecador privado de mim longe da conversação dos anjos, a conviver com os demônios. Aliás, a visão do diabo constitui o terceiro tormento. Ao vê-lo, duplica-se o sofrer... Os infelizes danados vêem crescer seus padecimentos ao verem os demônios. Nestes, eles se conhecem melhor, entendendo que por própria culpa mereceram o castigo. 

Assim o remorso os martiriza e jamais cessará o ardor da consciência. Muito grande é este tormento porque o diabo é visto no próprio ser; tão horrível é sua fealdade, que a mente humana não consegue imaginar... Segundo a Justiça Divina ele é visto mais ou menos horrível pelos condenados, segundo a gravidade das suas culpas. O quarto tormento é o fogo. Um fogo que arde sem consumir, sem destruir o ser humano. É algo imaterial, que não destrói a alma incorpórea. Na minha Justiça, permito que tal fogo queime, faça padecer, aflija; mas não destrua. É ardente e fere de modo crudelíssimo em muitas maneiras. A uns mais, a outros menos, segundo a gravidade dos pecados” (Santa Catarina de Siena, O Diálogo, 14.3.2). 


JESUS PEREGRINO APARECE PARA SANTA CATARINA DE SENA
JESUS COLOCA UM ANEL NO DEDO DE SUA ESPOSA

“FORÇA DA VOCAÇÃO”
ORDEM TERCEIRA DA PENITÊNCIA

Ela estava decidida a entrar na Ordem de São Domingos. Por essa razão, a Senhora Lapa, sua mãe, desanimada de lutar, decidiu concordar e fazer a vontade da filha. As senhoras da Ordem Terceira da Penitência de São Domingos usavam uma veste branca e em cima, um grande manto negro. Elas se dedicavam às obras de caridade, visitavam os prisioneiros e doentes, reuniam-se para rezar, para participar da Santa Missa e receber instruções espirituais.

Solicitada a admissão de Catarina, foi rejeitada. Objetaram que ela não tinha dezoito anos, era jovem demais, bonita demais e imatura para o tipo de vida ao qual aspirava. As senhoras da Penitência (denominadas “Mantellata”) alegavam que sua congregação se destinava exclusivamente as viúvas, ou mulheres de idade respeitável e de boa reputação. Na verdade, isto era apenas um pretexto.

Todavia, os desígnios de DEUS são insondáveis, e assim, como por um milagre, todos estes pretextos e dificuldades desapareceram. Aconteceu do seguinte modo: subitamente Catarina adoeceu. Ficou coberta de pústulas e se desfigurou, com febre elevadíssima. Uma grande decepção... Mas ela era mulher de vontade forte, quando queria algo, nunca desistia. No presente caso, ensaiou até fazer chantagem com sua mãe, dizendo: “Mãe querida, se quiser que eu me cure, faça com que se realize o meu desejo de receber o hábito das Irmãs da Penitência de São Domingos. Se isto não acontecer, temo que DEUS e São Domingos que me chamam a seu serviço, dêem um jeito para que a senhora não me veja nem com hábito e nem sem ele”!

A senhora Lapa ficou assustada diante daquela ameaça, e foi ao encontro das Irmãs da Penitência. As Irmãs decidiram escolher entre elas, as mais experientes, para visitar a doente e testar as suas qualidades e o seu caráter. A prudência, a sabedoria e o ardor da vocação que ela manifestou no momento do exame, alcançaram das senhoras da Penitência a decisão favorável, pois elas saíram satisfeitas e edificadas com as respostas e afirmações de Catarina. Pela Vontade do SENHOR ela venceu todos os obstáculos.

A sua entrada oficial na Congregação, ocorreu no final do ano 1374, ou início de 1375, na “Cappella delle Volte, em San Domenico no Camporeggio”, onde a cerimônia foi realizada diante da prioresa e de toda Irmandade. Das mãos do mestre da Congregação, Frei Bartolomeo Montucci, Catarina recebeu o traje branco, símbolo da pureza, e o grande manto negro, símbolo da humildade, das Terciárias de São Domingos. Daquele momento em diante, segundo a sua própria expressão, seu ideal seria: “Mantellare l’anima per l’affeto della virtú” (Vestir a alma das virtudes afetivas).

NOVAMENTE COM A FAMÍLIA

Catarina voltou para junto de sua família. Devia cumprir um ano de Noviciado, orientada pelo Mestre das Terciárias, pelos Irmãos Pregadores e pelas Irmãs da Penitência. Ficou perfeitamente unida em espírito à Ordem dos Dominicanos. E nos 365 dias do ano, em sua casa, ela manteve um silêncio absoluto, só falando o estritamente necessário. Cumpria rigorosamente os três votos das ordens religiosas: Castidade, Obediência e Pobreza. Nunca deixou o seu trabalho doméstico que realizava com cuidado e interesse, e pontualmente, se encontrava na Congregação nos horários destinados a sua função. O restante das horas permanecia em seu pequeno aposento em orações e penitências, num amoroso deserto, buscando aproximar sempre mais a sua alma de DEUS.

NA CASA DA CONGREGAÇÃO

Com 18 anos de idade, concluiu o Noviciado, se instalando na Casa da Congregação. Com mais fervor e dedicação buscou manter um silêncio absoluto, vivendo na solidão de seu pequeno aposento, praticando penitências e rezando fervorosamente, só saindo para participar da Santa Missa e dos Ofícios na Igreja dos Pregadores e também para as refeições, embora praticasse um severo jejum. À noite, fazia vigília, rezava para se manter em comunhão com os irmãos que oravam lá no alto da colina, só se recolhendo para dormir atendendo o toque do sino da Irmandade.

Desse modo, externamente pouca coisa acontecia na sua vida de reclusa devotada decididamente ao progresso espiritual. Internamente, todavia, se processava uma grande mudança! Apesar de às vezes assaltada por inquietações, perturbações e fortes dúvidas, por exemplo: como distinguir as visões de DEUS das do demônio, Catarina obteve a resposta do próprio JESUS:

“Seria fácil iluminar a tua alma por meio de uma inspiração que te permitisse distinguir uma visão de outra. Como sou a Verdade, minhas visões devem sempre produzir um maior conhecimento da verdade. O conhecimento da verdade, no que ME diz respeito e no que diz respeito à verdade em si mesma, é indispensável à alma. Nas visões do inimigo acontece exatamente o contrário. Como ele é o pai da mentira e rei de todos os filhos do orgulho, como não pode dar mais do que tem, suas visões sempre geram na alma certo amor próprio (vaidade) e certa auto-satisfação, de que consiste precisamente o orgulho. Assim, ao refletir sobre ti mesma, poderás reconhecer de onde veio a tua visão, se da verdade ou da mentira, pois a verdade torna a alma humilde, e a mentira a torna orgulhosa”.

As visões do SENHOR se multiplicaram de modo notável e justamente, uma das primeiras aparições lhe causou muita admiração e ganhou fama:

“Sabes, Minha filha, quem tu és e Quem EU Sou? Se chegares saber estas duas coisas será bem-aventurada. Tu és aquela que não é; EU, ao contrário, Sou AQUELE que Sou. Se mantiveres na tua alma essa distinção, o inimigo não poderá te enganar e evitarás todas as suas armadilhas. Não permitirás jamais coisa alguma que seja contrária aos Meus Mandamentos, e obterás sem dificuldade toda graça, toda verdade e toda luz”.

JESUS aparecia e conversava com ela, ensinando e aconselhando. Outras vezes ficava em silêncio e depois desaparecia. Catarina passava então, longos momentos de solidão, angústia, visões infernais e tentações de todos os tipos. Chegava a se imaginar condenada. Os místicos conhecem essas horas de desamparo, “na noite escura do espírito”. Um dia, as forças do mal atuaram de modo tão violento que ela se revoltou e em voz alta, proclamou a sua vocação. Neste momento, formou-se uma grande luminosidade e apareceu CRISTO crucificado. ELE disse:

- “Catarina, Minha filha, vês o quanto sofri por ti? É preciso que também aceites sofrer por MIM”.

Ela respondeu: “SENHOR, onde estavas quando o meu coração se atormentava com as tentações”?

O SENHOR respondeu: “Estava em teu coração”.

Ela disse: “SENHOR, TU és a Verdade, e venero TUA Majestade. Mas como posso crer que estavas em meu coração se ele estava repleto de pensamentos imundos e repugnantes”?

JESUS respondeu: “Esses pensamentos e essas tentações causavam em seu coração alegria ou dor? Prazer ou aversão”?

Ela falou: “Uma grande dor e uma grande aversão”.

E o SENHOR lhe disse: “Quem, senão EU te fazia sentir essa aversão, pois EU estava escondido em teu coração? Se EU não estivesse presente, esses pensamentos teriam penetrado em teu coração e terias sentido um grande prazer. Minha presença em teu coração foi à causa dessa aversão”.

JESUS não desapareceu antes de prometer a Catarina que ELE ia lhe aparecer com mais frequência e de modo bem familiar. Por isso mesmo e com muita razão ela sempre afirmava que tinha um único Mestre espiritual: JESUS CRISTO.

CASAMENTO MÍSTICO


Em 1368, na época do Carnaval, Sena estava em festa, com a população comemorando os festejos de Momo. Catarina solitária em seu aposento se mantinha em oração, suplicando pela conversão do coração da humanidade. Ouviu então estas palavras:

“Como por amor a MIM lançaste para longe de ti as coisas vãs, e desprezando os prazeres da carne tu colocaste em MIM as delícias de teu coração, enquanto os outros se divertem à mesa e fazem festas mundanas, quero celebrar contigo a festa nupcial de tua alma. Como prometi, EU te esposo na fé”.

Antes que o SENHOR tivesse terminado as suas palavras, apareceu a VIRGEM MARIA, João Evangelista, o Apóstolo Paulo, o Profeta Davi e São Domingos. Enquanto Davi tocava uma linda melodia na harpa, a VIRGEM MARIA como oficiante da cerimônia, pegou na mão de Catarina e a apresentou ao Seu FILHO, convidando-O a SE entregar a ela como Esposo na fé. ELE consentiu em graça e, pegando um magnífico anel de ouro, com um lindo diamante no centro e quatro perolas nos bordos, colocou-o no dedo da jovem e lhe disse:

“EU, teu CRIADOR e teu Salvador, te esposo na fé. Guardarás sem mácula essa fé até chegares ao Céu, para lá celebrares COMIGO as Bodas Eternas. De agora em diante, Minha filha, age com bravura e sem nenhuma hesitação diante de tudo o que, pela disposição de Minha Providência, se apresentar a ti. Armada como estás com a força da fé, vencerás todos os adversários”.

O anel ficou para sempre no dedo de Catarina, que não deixava de tocá-lo e olhá-lo com ternura em todas as oportunidades. Mas este anel simbólico permaneceu invisível a todos os outros olhares, somente era visível ao olhar dela.

Ainda em 1368, ela recebeu uma ordem específica do SENHOR de voltar a participar das tarefas domésticas na casa de seus pais, além das obrigações que cumpria na Congregação. Ela obedeceu, inclusive ligou-se com mais intimidade à cunhada Lisa Colombini, reconfortou o seu irmão Giacomo e cuidou da criada doente. Mas na realidade, era por dever que agia assim, seu coração só queria estar com DEUS. E por isso o SENHOR lhe dizia: “Sabes bem que os preceitos do amor são duplos: amor a MIM e amor ao próximo. Eis em que consistem a lei e os profetas, como tenho testemunhado”.

Nesta mesma época, o SENHOR lhe ordenou que também voltasse a se reunir com as Irmãs da Penitência. Visitava os prisioneiros, ajudava os pobres, cuidava dos doentes, reconfortava e aconselhava aqueles que necessitavam. Mas, apesar de sua concreta dedicação, existiam as irmãs invejosas dos seus êxtases sobrenaturais, da sua conduta eficiente e impecável, por isso a caluniavam, inventavam estórias que nunca existiram, zombavam e falavam mal dela. Mas, se alguns a denegriam, uma maioria se sentia edificados com a luminosidade que emanava dela. Pois também lhe foram atribuídos muitos milagres, cada qual mais espantoso e extraordinário, atestando que a misericórdia de DEUS atuava com evidência, atendendo a preciosa intercessão de Catarina.

MORTE DO PAI

O senhor Iacopo di Benincasa, gostava muito de Catarina, porque ela procurava compreende-lo no seu trabalho, no seu modo de educar e na convivência do lar. Da mesma forma, ele também entendeu profundamente a natureza de sua filha e lhe ajudava com uma paternal doação, nas dificuldades que ocorriam no cotidiano. Então, crescia sempre e de maneira alegre o amor que os unia.

Em Agosto de 1368, seu pai adoeceu e suas preces e orações não ajudavam numa aparente melhora física. Todavia, ela se mantinha preocupada, pois pensava na possibilidade dele, após a morte, sofrer as duras penas do Purgatório. Então, foi conversar com o SENHOR:

“Meu SENHOR, bem amado, como eu posso suportar a idéia de que aquele que me gerou no ventre de minha mãe, me alimentou e educou com tanto amor, que só me proporcionou o bem, vai ser queimado naquele terrível fogo do Purgatório? Em nome da TUA Bondade, eu TE suplico e rogo que não permitas tal acontecimento, e LHE peço SENHOR, não permitas que a alma de meu pai deixe o corpo sem se ter purificado dignamente”.

Mas a questão não se resolveu, foi necessária uma maior insistência dela, porque a Justiça Divina tem as suas exigências. E assim, meio desanimada, ela exclamou:

“SENHOR, se essa graça não puder ser obtida sem que de algum modo a justiça seja feita, que a justiça se exerça sobre mim. Pelo meu pai estou disposta a suportar qualquer sofrimento que seja ordenado pela Justiça de TUA Bondade”.

O SENHOR atendeu a sua súplica: “Pelo amor que tens a MIM, aceito o que ME pedes. Mas, enquanto viver deverá suportar pelo seu pai, todas as tribulações que te enviarei”.

Com alegria, Catarina aceitou o acordo e com um sorriso nos lábios, foi reconfortar o pai e permaneceu ao seu lado até o momento do derradeiro suspiro. Iacopo di Benincasa foi enterrado no dia 22 de Agosto de 1368, na Igreja de São Domingos, em Sena (Siena, Itália).

DONS DE CATARINA

Em muitas oportunidades, a Santa revelou o “dom da dupla visão”, ou seja, o “dom do discernimento dos espíritos”. Ela tinha uma profunda intuição em relação ao sobrenatural, vendo e antecipando com segurança, atitudes, pensamentos, modos e comportamentos das pessoas, as quais ela procurava direcionar para a justiça, a misericórdia e o amor a DEUS. Ela tinha uma grande amizade por frei Bartolomeo di Domenico, um notável teólogo que encontrou nela, a luz que iluminava a sua alma. Em certa ocasião, ela lhe escreveu: “... se vossa alma não despertar e não fixar o olhar na infinita bondade de DEUS e no Amor que ELE derrama em suas criaturas, nunca alcançará a generosidade e a perfeição espiritual”...

Ao Frei Lazzarino de Pisa, célebre pregador franciscano, um tanto orgulhoso de seus conhecimentos e desdenhoso em relação à Catarina, por causa da simplicidade e modéstia da jovem, com ares de superioridade, foi visitá-la em sua pequena cela. Dois dias depois, após uma noite de muitas lágrimas, ele se lançou aos pés dela, suplicando que guiasse a sua alma. Ela respondeu: “O caminho da salvação para a sua alma, consiste em desprezar a pompa mundana e as complacências do mundo. Renuncie o apego ao dinheiro, desfaça-se do supérfluo, e com humildade siga o CRISTO Crucificado e seu bem-aventurado Pai São Francisco de Assis”.

Catarina ganhou fama pela sua dedicação e amor aos pobres e doentes. Tinha o dom de reconduzir a DEUS as almas desviadas e sem rumo certo.

Andrea de Naddino de Bellanti, homem rico e muito importante, fazia parte do governo dos “Nove” (As Nove pessoas escolhidas que exerciam a administração de Sena e suas regiões). Todavia, não tinha nenhum temor a DEUS, era uma pessoa totalmente fria e indiferente as coisas do SENHOR. Vivia entregue ao jogo de dados e se tornara um repugnante blasfemador contra DEUS e os Santos. Acontece que foi acometido de uma terrível doença mortal. Logo sua esposa, seus amigos e seu pároco, correram para ajudá-lo, a fim de que confessasse buscando a salvação de sua alma e redigisse o seu testamento. Tudo em vão, Andrea obstinava em não querer nada com a religião. Aflitos, foram atrás de Catarina. A Santa se encontrava em êxtase. O tempo passava e a morte se aproximava. Finalmente conseguiram conversar com ela e explicar a situação de Andrea. Naquele mesmo momento Catarina diante do Altar, conversou com o SENHOR. Foi uma conversa longa, dolorida, onde o SENHOR revelava toda a sua tristeza pelos terríveis e abomináveis pecados do Andrea, que além de não aceitar DEUS e os Santos, de falar horríveis palavrões, de blasfemar ferozmente, chegou lançar ao fogo uma pintura de JESUS ao lado de NOSSA SENHORA; era frio, indiferente e impiedoso. Foi uma conversa longa e repleta de súplica, das cinco horas da tarde ao amanhecer do dia seguinte, em que piedosamente Catarina insistia e argumentava com o SENHOR, derramando muitas lágrimas, em benefício daquele infeliz que pelos seus pecados, já merecia se encontrar no interior do inferno. Disse a Santa: “Meu SENHOR bem-amado, se considerares com rigor as nossas iniquidades, quem escapará da morte eterna? O SENHOR, meu DEUS, teria saído do ventre da VIRGEM e teria suportado aquele atroz suplício e morte na Cruz para castigar os nossos pecados ou para Redimi-los? Porque JESUS, o SENHOR me fala dos erros deste infeliz homem, o SENHOR, meu DEUS, que carregou nos Vossos santíssimos ombros, os erros de toda humanidade”? E assim, discutindo amorosamente, sem a menor trégua, a advogada daquela causa perdida prosseguiu na sua defesa e conseguiu a misericordiosa absolvição Divina, para o seu protegido. Disse o SENHOR á Catarina: “Minha querida filha, ouvi o que ME pediste e então, vou converter aquele por quem rezaste com tanto fervor”. A Santa comunicou a notícia aos parentes, que ansiosos aguardavam a última notícia e retornaram imediatamente ao lar do enfermo. Neste mesmo instante, em seu leito agonizante, Andrea acordou impaciente e preocupado, assentou-se na cama. Com os olhos arregalados parecia ver e entender alguma coisa sobre o Mistério de DEUS. Com aflição e insistência chamou o Padre, pois queria confessar os seus pecados. Descreve sua esposa:“Mal chegou o Padre, ele confessou os seus pecados com plena lucidez de espírito e um sincero arrependimento. Em seguida, ditou minuciosamente o seu testamento. Com tranquilidade e resignação entregou o seu espírito, passou desta vida para a eternidade, acompanhado de seu Anjo da Guarda, que o deixou no Purgatório para se purificar e ser digno de estar na presença de DEUS”.Este fato aconteceu em 16 de Dezembro de 1370.


UMA NOVA FAMÍLIA

A fama de Catarina se espalhava, e cada vez mais os milagres que aconteciam pela sua preciosa intercessão junto a DEUS, eram relatados por testemunhos oculares. Ela era procurada e visitada para solucionar todos os tipos de problemas: converter corações rebeldes, orientação espiritual, aliviar possessos e atormentados pelo maligno, conciliar e amainar a ira de brigões, etc. Ao redor dela juntavam-se outras terciárias (Mantellata) que compartilhavam de sua vida, acompanhando-a nas obras de caridade, ajudando nas tarefas domésticas e até servindo de secretárias. Entre elas estavam: Caterina de Ghetto, Monna Rapiera, Agnola de Vanino, Francesca Gori, Alessia Saracini. Também havia leigos no grupo e pessoas de todas as idades e camadas sociais, homens e mulheres. Fervorosos, pacíficos ou exaltados, todos eram atraídos pelo excepcional brilho de Catarina. Assim, também faziam parte do grupo da Santa, Padre Tommaso della Fonte, seu primeiro Confessor, Padre Bartolomeo di Domenico e Padre Ângelo degli Adimari, que também foram seus confessores, Padre Tommaso Faffarini e todos os Dominicanos, eram amigos fieis. Além deles havia outros religiosos, franciscanos, agostinianos, jesuítas, etc. Muitos jovens também se apegaram a ela como filhos espirituais, ou discípulos, como Neri di Landoccio dei Pagliaresi, que foi um de seus secretários e sempre a acompanhava nas viagens. Barduccio Caniggiani e Stefano Maconi di Corrado, também foram discípulos preferidos a quem ela ditou em êxtase o seu famoso “Diálogo” (com DEUS).


Santa Catarina de Siena - Conselhos Espirituais - Carta à Aléssia Saracini e outras discípulas

Saudação e objetivos

Em nome de Jesus Cristo crucificado e da amável Maria, caríssima filha(1), eu Catarina, serva e escrava dos servos de Jesus Cristo, vos escrevo no seu precioso sangue, desejosa de vos ver como seguidoras e amantes da verdade.
União com a Trindade
Assim eu vos verei como o apetite sensível dominado e a inteligência iluminada pela fé, de modo que, tendo renunciado à própria vontade, possais dizer de verdade com o apóstolo Paulo: “Meu senhor, que queres que eu faça? Dizei-me o que desejais que eu faça, e eu o farei” (At 9,6). Caríssima filhas, se realizardes isso como resposta ao nosso Criador, eu vos prometo que subireis com Paulo ao terceiro céu até ao seio da Trindade( 2Cor 12,2). Vossa memória se encherá da lembrança dos benefícios divinos, participando do poder de Deus Pai que vos tornará fortes e pacientes diante das perseguições do mundo, que com paciência vós dominareis. Vossa inteligência, ao contemplar a sabedoria do Filho de Deus, por ela será iluminada. Vossa vontade, unida pelo Espírito Santo no abismo do amor divino, receberá um suave e amoroso desejo de glorificar a Deus e de salvar as almas. Suavemente elevadas ao seio da Trindade, participando do poder de Deus Pai, da sabedoria do Filho e da clemência do Espírito Santo, sentidamente chorareis sobre a humanidade pecadora e sobre o corpo místico da Igreja junto comigo, vossa superpecadora e maldosa mãe.
Oração pela Igreja
Tende compaixão das minhas imperfeições, caríssimas filhas, porque sou a causa de todos os males do mundo inteiro, especialmente da perseguição que se faz à santa Igreja. Que Deus providencie diante de tantos males. Estou segura, e isto me conforta, de que sua providência não faltará. E parece-me que já começa a agir. Mas vos peço e ordeno, caríssimas filhas, que vos laveis e vos afogueis no sangue do Cordeiro imaculado, oferecendo diante dele humildes e continuas orações.
Exortação e conclusão
Nada mais acrescento , a não ser que Deus vos conceda sua eterna benção. E eu da parte dele vos abençôo. Amai-vos, amai-vos mutuamente. A ti, Aléssia, minha querida filha, eu peço que te inebries no sangue junto com as outras filhas. Alimenta-te somente do sangue de Cristo. Peço a Deus, verdade e bondade eterna, que sua graça seja abundante em ti e nas demais. Que eu veja inteiramente eliminada de tia a vontade pessoal, de modo que eu possa gloriar-me de ti e das outras filhas diante de Deus, agradecendo e louvando seu santo nome. Permanecei no santo amor de Deus. Jesus doce, Jesus amor.

(1) (1)Aléssia Saracine enviuvou bastante jovem. Distribuiu entre os pobres os seus bens e vestiu o hábito da ordem da penitência de são Domingos. Foi a discípula predileta de Santa Catarina de Sena


OUÇA ESSA NOVA RÁDIO, VOCÊ VAI AMAR!
http://radiomensageiradapazjacarei.blogspot.com.br/

DEFESA DAS APARIÇÕES DE JACAREI

DEFESA ÀS APARIÇÕES DE JACAREÍ


(FEITA POR UM PEREGRINO, AO CONTEMPLAR UM VÍDEO FALANDO MAL DAS MESMAS CITADAS ACIMA, E SOBRE A CARTINHA DO BISPO DA ÉPOCA, ALEGANDO QUE AS APARIÇÕES NÃO ERAM VERDADEIRAS)


NÃO SEI QUEM FEZ MAS PRA MIM ESSA PESSOA MERECIA UMA MEDALHA DE HONRA DE NOSSA SENHORA POR ESTA BELA DEFESA

"Quando você diz que devemos dar ouvidos ao que os padres dizem a respeito das aparições de Jacareí, corre em um ledo engano, pois, a “opinião pessoal” deles é que não pode ser elevado ao nível de “dogma de fé”. As cartas de Dom Nelson são muito citadas pelos que latem que estas Sagradas Aparições são falsas. Portanto, mister se faz alguns esclarecimentos. Há duas cartas oficiais onde este indigitado bispo trata da matéria “aparições”. Uma primeira, publicada em 1996, enquanto o mesmo ainda era bispo de São José dos Campos (diocese a qual pertence Jacareí). Nesta, não há menção alguma ao nome do Profeta Marcos Tadeu Teixeira, muito menos, excomunhão, há somente algumas orientações pastorais. A segunda, publicada em 2007 e republicada em 2011, realmente traz explicitamente o nome do Profeta Marcos Tadeu Teixeira, porém, nesta, a palavra “excomunhão” é sequer mencionada.

Ainda há um probleminha com esta segunda carta. O dito bispo (certamente pela providência de Nossa Senhora) foi transferido para a diocese de Santo André/SP em 2003, e, observem, a segunda carta publicada por ele ocorreu no ano de 2007, quando já havia deixado de ter jurisdição eclesiástica sobre a cidade de Jacareí. Portanto, o mesmo, ao editar esta carta, violou a jurisdição eclesiástica conferida a ele pela Igreja, e, ainda, violentou gravemente a autoridade de Dom Moacir, então, bispo da Diocese de São José dos Campos, que, se quisesse, poderia ter criado o maior caso com isso, pois Dom Nelson desrespeitou frontalmente e atropelou sua autoridade eclesiástica, uma verdadeira afronta. Então eu lhes pergunto, vocês ainda vão dar credibilidade a um documento irregular e eivado de vícios como esse?

Vale lembrar, que não é obrigatório seguir estas cartas circulares dos bispos. Não há heresia nem cisma nisso. Um católico somente pode ser acusado de cismático ou herege se atentar contra os Dogmas de Fé. Que eu saiba, carta circular de bispo não é Dogma de Fé. Como a primeira carta de Dom Nelson não condena as Aparições de Jacareí, e a segunda está irregular, pode-se dizer que não pesa condenação oficial e regular da Igreja sobre estas Santas Aparições. Além do mais, até o presente momento, Dom José Valmor, que atualmente tem jurisdição eclesiástica sobre Jacareí, não fez pronunciamento oficial sobre as mesmas. Documento oficial onde o Profeta Marcos foi excomungado, também é inexistente, portanto, qualquer informação que diga o contrário é fruto de pura “fofoca”.

Ressalto que em Jacareí, realmente, não damos tanta importância aos documentos do Vaticano. O que nós realmente valorizamos é a doutrina que nos foi transmitida pelos santos, como Santo Afonso, São Luiz, Santa Teresa, São João da Cruz, etc... Outro adendo que gostaria de acrescentar, diz respeito ao fato da obrigatoriedade ou não das Sagradas Mensagens Celestiais. A orientação predominante entre os teólogos católicos, de que não é obrigatório seguir as Aparições de Nossa Senhora, se funda em meras opiniões pessoais de alguns clérigos a respeito do assunto. Esta orientação não tem o caráter da infalibilidade papal e muito menos é um Dogma de Fé. Realmente, o catecismo atual traz algo nesse sentido, mas vale lembrar que o mesmo não recebeu o caráter da infalibilidade pelo Concílio Vaticano II. Bem ao contrário do Santo Catecismo do Concílio de Trento. Este sim, recebeu o caráter de infalível. Ocorre que nossa amada Igreja há muito se transviou de uma tradição bíblica milenar, através da qual o “Deus dos Exércitos” sempre manifestou sua vontade ao povo de Israel por meio de suas aparições aos profetas (mesmo fenômeno que ocorre com o, também, profeta Marcos Tadeu, pois os fenômenos miraculosos e de aparições que ocorrem naquele Santuário, são da mesma espécie dos verificados na Sagrada Bíblia).

Ora, nos tempos bíblicos não era através dos fariseus, saduceus, príncipes e doutores da lei (a Igreja oficial da época) que Deus dava as suas diretrizes ao povo eleito, mas sim, através dos profetas, em outras palavras, dos videntes. Nos primórdios do cristianismo, também ocorria assim, pois, a própria origem da nossa amada Igreja se funda nas “aparições” de Jesus aos apóstolos e discípulos. Então, por que esta tradição bíblica foi quebra? Será que é porque as aparições aos profetas cessaram? Errado, pois nos últimos 100 anos ocorreram mais de 1000 aparições de Nossa Senhora, dos santos e anjos, e até de Deus.
A pergunta correta é, por que o clero tenta abafar isso, pois grande parte, senão todas, destas aparições também foram acompanhadas de sinais miraculosos, como, curas inexplicáveis pela ciência, sinais na natureza, etc... Se Deus usava deste expediente nos tempos bíblicos, certamente deveria continuar a usá-lo nos tempos do catolicismo, pois uma grande verdade que a Teologia professa é que Deus é imutável. Não citarei as passagens bíblicas onde Deus manifesta sua vontade através dos videntes/profetas, pois se assim fizesse, teria que citar a Bíblia inteira, pois a própria formação e ensinamentos nela transmitidos se dão por este meio. Gostaria apenas de citar um pequeno exemplo de qual atitude deveremos tomar frente às Aparições de Jacareí, tomando por base a Bíblia. Saulo, quando se dirigia à cidade de Damasco e Jesus lhe “aparece” exclama: “Senhor, que queres que eu faça?” (At 9, 6). Naquela ocasião, Jesus disse a ele para procurar os fariseus e saduceus (a Igreja oficial da época)? Não! O ordenou que entrasse na cidade de Damasco e ali lhe seria dito o que deveria fazer. Beleza. E quem Deus enviou para Saulo? Os fariseus e saduceus (a Igreja oficial da época)? Não! Mas Ananias, um vidente. Como eu sei que Ananias era um vidente? As Sagradas Escrituras nos contam que foi uma aparição de Jesus que disse para ele ir procurar Saulo. É só conferir At 9, 10-16ss.

Outro exemplo foi Judas Iscariotes; este preferiu errar com a Igreja oficial da época (lembra né, fariseus e saduceus) que acertar sem ela. Bom... Errou mesmo! E segundo alguns santos místicos, como Maria de Ágreda, sua alma se encontra no inferno. Assim, a posição teológica defendida pela maioria dos teólogos atuais, de que as aparições não são obrigatórias, falando em termos de estudo teológico da atualidade, é perfeitamente passível de questionamento, e, inclusive, daria uma boa tese de doutoramento. É um posicionamento que pode ser mudado. Não é Dogma de Fé. Gostaria de finalizar este ponto dizendo o seguinte. Jesus tolerou para sempre aquela Igreja oficial da época (o judaísmo) que rejeitou o projeto que suas aparições aos Apóstolos (que também eram videntes) propunha? Claro que não!!! Por causa disso, Deus se retirou do meio daquela Igreja e passou a habitar no meio dos seus videntes, os apóstolos e discípulos, e, assim, surgiu a nossa amada Igreja Católica (Mt 21, 39-45).

Não é objetivo do Profeta Marcos Tadeu, nem de sua Ordem e muito menos de nós, a Milícia da Paz (formada por todos os fiéis seguidores daquele Santuário) provocar um cisma na Igreja. Nós apenas denunciamos os erros (prerrogativa esta, conferida aos leigos pelo próprio Concílio Vaticano II), lutamos para que a devoção a Nossa Senhora, aos santos e anjos seja colocada em seu devido lugar, e que as suas mensagens, e as dos demais santos, e até as de Deus, seja acolhida como nos tempos Bíblicos, pois acreditamos que se isto não for feito, irá se abater gigantescos cataclismos sobre a Terra, de uma tal magnitude que nunca houve, nem jamais haverá. Acreditamos que esta “palavra de Deus” transmitida nas aparições é o caminho e a única forma de salvar o mundo, e qualquer obra, ou pessoa, que ensine ou faça diferente do que elas dizem, é desprezada por nós. O motivo para isto é muito simples. Desde tempos remotos, as Aparições de Nossa Senhora (inclusive as não aprovadas pela Igreja) vêm dizendo o que aconteceria ao mundo se esta “palavra de Deus” não fosse obedecida. Resultado, tudo o que elas disseram, em um passado remoto, está se cumprindo na atualidade. Então, não há outra conclusão a se fazer, a não ser admitir que elas eram verdadeiras, e que o clero errou. Aliás, o histórico de erro do clero é algo realmente interessante. Basta citar a condenação que pesou durante 20 anos sobre as Santas Aparições de Jesus Misericordioso à Santa Faustina, e não foi por um “bispozinho” qualquer. Foi pelo próprio papa da época. Se não fosse a atuação do então Cardeal Karol Józef Wojtyła, futuro Papa João Paulo II, estas aparições estariam condenadas até os tempos atuais, e, certamente, você seria um grande opositor delas, não é? Infelizmente, como atualmente o número de Cardeais, e clérigos em geral, com este nível de espiritualidade é praticamente nulo... tadinha das aparições... snif. Praticamente nenhum deles entende de Teologia Mística, o estudo apropriado para se avaliar as aparições e estudá-las.

Além do mais, as aparições de La Salette, Lourdes e Fátima, para quem conhece mais a fundo sua história, verá que elas na verdade não foram aceitas pelo clero. Muito pelo contrário, este as combateu com todas as suas forças. Na realidade, o que ocorreu, é que os fiéis praticamente as fizeram descer goela abaixo na garganta do clero, de tal modo, que eles não tiveram outra opção a não ser aprová-las. E, mesmo nestas que foram aprovadas, o estrago que o clero fez é algo incomensurável. Não as divulgou como deveria; se o corpo incorrupto de Santa Bernadete estivesse no Santuário de Lourdes iria converter milhões de fiéis, no entanto está praticamente escondido no convento de Nevers; o corpo incorrupto de Santa Jacinta foi escondido dos fiéis; a esmagadora maioria dos vaticanistas da Itália é de acordo que, até hoje, o terceiro segredo de Fátima não foi revelado em sua integralidade; a consagração da Rússia não foi feita como Nossa Senhora pediu até os dias atuais, etc... E isso, só para citar os danos que me vem à mente neste momento.

No Santuário das Aparições de Jacareí, o Profeta Marcos está resgatando tudo aquilo que a Igreja e a sociedade tanto se esforçaram para extinguir, os escapulários, medalhas, mensagens, enfim, a salvação do mundo que Nossa Senhora nos revelou e ofereceu com tanto amor ao longo de suas aparições na história. Sem dúvida, lá está se cumprido a passagem da Escritura na qual se diz: “Por isso, todo escriba instruído nas coisas do Reino dos céus é comparado a um pai de família que tira de seu tesouro coisas novas e velhas...” Mt 13,52 É uma nova aparição que resgata todas, até as mais antigas. Portanto, se ainda quiserem seguir a doutrina da cabeça deste cara de que não precisamos de aparições, o problema é de vocês. Aliás, se formos pensar bem, porquê Deus, Nossa Senhora os anjos e os santos apareceriam, né? Afinal de contas, nosso mundo está uma verdadeira maravilha, não é? Não temos problemas de droga, prostituição, corrupção, degradação moral, depressão, decadência da Igreja, violência, roubos, assassinatos, guerras, miséria..., todos os sacerdotes são verdadeiros Serafins de santidade, enfim, o Vaticano está dando conta do recado... Só não está apresentando um desempenho melhor devido a um “pequeno” probleminha de tráfico de influência entre os altos clérigos, desvio de verbas do banco do Vaticano, looby gay entre os padres, pedofilia generalizada, um papa progressista e comunista..., mas, afinal de contas, são probleminhas fáceis de serem solucionados, né? É... Em um mundo maravilhoso e em ótimo funcionamento como esse, realmente não entendo o motivo de tantas aparições..."
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

A SANTA MEDALHA DA PAZ

A MEDALHA DO AMANTÍSSIMO CORAÇÃO DE SÃO JOSÉ

A MEDALHA DA ROSA MISTICA

MÍSTICA CIDADE DE DEUS - VOL. 01 - REVELAÇÕES A SOROR MARIA DE JESUS DE AGREDA

MÍSTICA CIDADE DE DEUS - VOL. 02 - VIDA DE NOSSA SENHORA À SOROR MARIA DE JESUS DE AGREDA

LIVROS MISTICA CIDADE DEUS

LIVROS MISTICA CIDADE DEUS
ENTRE EM CONTATO PELOS TELEFONES ACIMA

A VIDA DE SÃO JOSÉ VOL.02 - REVELADA A IRMA MARIA CECÍLIA BAIJI

Santa Hora da Paz nº 5 - para ser rezada todos os dias as 08:00hs da noite

Santa Hora do Espírito Santo nº19 - para ser rezada todas as segundas-feiras as 09:00hs da noite

Santa Hora dos Santos Anjos nº19 - para ser rezada todas as terças-feiras as 09:00hs da noite

Santa Hora dos Santos Nº 36 - para ser rezada todas as quartas-feiras as 09:00hs da noite

TERÇO DA EUCARISTIA MEDITADO Nº 03

- para ser rezado em especial as quintas-feiras as 07:00hs da noite

SANTA HORA DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS Nº04

para ser rezada todas as sextas-feiras as 09:00hs da noite

SANTA HORA DAS LÁGRIMAS DA MÃE DE DEUS PARA SER REZADA TODOS OS SÁBADOS AS 07:00HS DA NOITE

Santa Hora de São José 38 - para ser rezada todos os domingos as 09:00hs da noite

Follow by Email

Quem sou eu

Minha foto

Acessem www.apparitionstv.com 
Adriana. casada, tenho dois filhos e sou agraciada por fazer parte da família de Maria Santíssima e dos Sagrados Corações Unidos nas Aparições de Jacareí-SP-Brasil ao seu escolhido Marcos Tadeu Teixeira.